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Data: 16/05/2013 Fonte: BCI |  |  |  |  |
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Moçambique desfruta paz social - Dom Jaime Gonçalves
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(2012-07-02) O Bispo emérito da Beira, em Sofala, Dom Jaime Gonçalves, considera que, após vinte anos do fim da guerra civil, a paz em Moçambique está assegurada.
Dom Jaime Gonçalves, que se encontra em Portugal para receber o prémio Fé e Liberdade, atribuído pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, entrevistado pela Rádio Renascença, recordou o papel da igreja moçambicana no processo da paz.
Vinte anos depois de ter ajudado a levar esse processo a bom porto, Dom Jaime Gonçalves fala de um Moçambique a caminho do pleno desenvolvimento: “A Paz social em Moçambique está segura. São já 20 anos de paz, e criaram-se condições para planear o desenvolvimento do país. Os governos que sucederam ao acordo de paz estão preocupados com o desenvolvimento do país, com a educação e multiplicou-se o ensino superior.”
Actualmente, a preocupação dos moçambicanos está no facto de grande parte da riqueza do país estar a ser gerada por estrangeiros, explica o bispo. “O regime toma o risco de explorar a riqueza do país, não com as próprias mãos, mas com as mãos dos investidores, o que faz com que a riqueza do país passe para as mãos dos estrangeiros. O que, por um lado, pode ser bom, na medida em que a riqueza não fica improdutiva, mas começa a melhorar a vida da população mas por outro, o país fica demasiado dependente dos donos dos megaprojectos.”
A única ameaça à paz, explica D. Jaime, é a existência ainda de cerca de um milhar de homens armados da Renamo, que nunca foram integrados nas forças armadas e de segurança de Moçambique, e que estão ainda nos seus quartéis à espera de solução.
Alcançada a paz, a igreja não descansou e tem trabalhado para ajudar a consolidar o bem-estar social. “Criou-se a Universidade Católica de Moçambique, com faculdades que possam responder às necessidades do povo. Era preciso criar no país um Estado de Direito, e daí a Faculdade de Direito. A guerra empobreceu o país, então criámos a Faculdade de Economia. Criámos a Faculdade de Agricultura para a alimentação. Havia muita doença e, por isso, criámos a Faculdade de Ciências de Saúde.”
Todo este trabalho tem ressoado bem entre a população, explica o bispo, criando um bom ambiente para a evangelização. Os frutos vêem-se também no aumento do número de vocações: “Há muitas vocações, sobretudo para o clero. Já como resultado de um trabalho que a conferência assumiu, de fazer a pastoral vocacional, criou-se em todas as dioceses uma simpatia pela vida sacerdotal. Os jovens não estranham ouvir falar da vida religiosa, o que é muito positivo para as vocações”, explica.
Dom Jaime Gonçalves recebe o prémio Fé e Liberdade com duas outras figuras. Trata-se de Monsenhor João Evangelista, padre de Coimbra que ajudou a fundar a ACEGE, e Maria Barroso, que chefiou durante vários anos a Cruz Vermelha.
Fonte: RM
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Actualizado: 6/07/2011
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